Cartagena, 24 de setembro de 1921.
Ave Maria!
Em Jesus, amadas Filhas
“Vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apagai-vos solidamente ao bem” (Rom 12,9). O distintivo do nosso amor a Deus, a autoridade, as irmãs e a todos os homens em geral, há de ser a sinceridade, a retidão e a fidelidade. Nossa caridade há de ser uma cópia fiel do amor de oblação de CRISTO REDENTOR.
Façamos um exame para ver se nosso amor está livre de todo engano. Odiemos o mal. Seja este o nosso lema: “Meu Deus, não perca! Nenhum pecado mortal, nenhum pecado venial voluntário, nem sequer a menor imperfeição concedida.” Como sabeis por experiência própria, em nossas vidas consagradas são frequentes as pequenas faltas voluntarias. Qual é o nosso esforço em vencê-las? Não é verdade, irmãs, que a amiúde as toleramos sem escrúpulo algum e ainda as desculpamos? Com um comportamento semelhante, erguemo-nos perante o senhor e lhe dizemos: Estas faltas são tão pequenas que não vale a pena evitá-las. Sei que te desagradam, porém eu prefiro cometê-las!
Irmãs, não procedemos assim! Sejamos humildes e sirvamos a deus com amor e temor. Alegramos, de mil maneiras, o coração de nosso pai do céu. pratiquemos a virtude e vivemos o mal. Marchemos de vitória em vitória na batalha de superação pessoal”. Amor com amor se paga!” sacudamos de nós a indiferença CRISTO nos amou até o fim e derramou todo o seu sangue por todas e cada uma de nós.
Sejamos agradecidas. Retribuamos-lhe com AMOR SINCERO.
Adeus! Pelo sagrado coração de Jesus, saúdo-vos vossa irmã,
Maria Bernarda do Sagrado Coração de MARIA
Cartas de Espiritualidade nº 1